Mestre da Lourinha

Attributed to the Master of Lourinha (Portuguese active early 16th Century) Saint James the Greater with an Augustinian nun, oil on panel, 146.7 x 63.5 cm.

Attributed to the Master of Lourinha (Portuguese active early 16th Century) Saint James the Greater with an Augustinian nun, oil on panel, 146.7 x 63.5 cm.

O último fim de semana passei-o longe do frio em Madrid. Aproveitei para dar um salto a Álcala Subastas e ver o dito par de “Gregório Lopes”. Não é a minha área e por isso ouco o que se diz e escreve. O José Alberto Seabra de Carvalho, que sabe do que fala, disse no Público que não achava que fosse um Gregório Lopes. Ao sair da leiloeira, pensei: só espero que os nossos pintores reais fossem um bocadinho melhor do que aquilo que vi.
E, falando de mestres portugueses em leiloes internacionais, vai à venda um quadro atribuído ao Mestre da Lourinhã na Christie’s de NY. Tal como como o Gregório Lopes, não tenho opinião sobre a sua autoria, mas a verdade é que a pintura quinhentista portuguesa, “os Primitivos Portugueses” como lhe gostavam de chamar, continua a ser o período mais importante da história da pintura nacional e o mercado ainda vai revelando algumas surpresas, a precos insignificantes.
Ainda na Álcala, estava um conjunto espantoso de 59 gravuras de Jean-Charles Delafosse com desenhos de pecas de ourivesaria. Sairam por 850euros comecando numa base de 300. Mesmo assim um pechincha.
Passei pelo Palácio Real para ver a interessante exposicão sobre o Carlos IV como coleccionador, faceta que vai bem além de simples mecenas de Goya. As pecas de mobiliário, encomendadas em Paris, ou feitas pelo talleres reales, são de um gosto bem marcado. Tendo como paralelo em termos de gosto, o principe regente, futuro Jorge IV de Inglaterra, nao cedeu a tentacao como este de comprar nos leiloes do patrimonio real susbquentes à Revolucao. E falando de Goya, vi e olhei os Fuzilamentos de Tres de Maio, nesse dia 3 de Maio, o que, não o fazendo mais especial, me obrigou a olhar para o quadro com mais atencão. Pela memoria que os espanhois ainda tem desse horrível periodo, coisa que em Portugal há muito se foi.
Terminando, e voltando à TEFAF, vinha escrito na Apollo deste mes: “(…) Jorge Welsh despatched a late Momoyama period Namban coffer to the Rijksmuseum”. Well done.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s