Ruhlmann em Serralves

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O Museu de Arte Contemporânea de Serralves inaugurou dia 17 de Julho na Casa de Serralves a exposição Jacques-Émile Ruhlmann e a Fraternidade das Artes. Esta exposição é comissariada por Florence Camard, uma das grandes especialistas mundiais na obra de Ruhlmann e autora de diversos livros e artigos sobre o seu trabalho e por João Fernandes, director do Museu de Serralves.

Ruhlmann é um dos grandes autores e criadores de peças de mobiliário na década de 20 do século XX, sendo considerado um dos nomes maiores das Artes Decorativas no contexto da Arte Déco. A sua obra tem sido objecto de importantes exposições que lhe foram dedicadas recentemente pelo Metropolitan Museum (Nova Iorque, 2004) e pelo Museu dos Anos 30 (Paris, Boulogne-Billancourt).

Neste ano de 2009, que corresponde aos 130 anos do nascimento de Jacques-Émile Ruhlmann, a Fundação de Serralves festeja o seu vigésimo aniversário acolhendo o Mestre da Art Déco francesa na Casa de Serralves, a antiga residência do segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, para a qual ele contribuiu de modo decisivo com os seus móveis e os seus desenhos, sem jamais a ter visitado. Foi ao Estúdio Ruhlmann que Carlos Alberto Cabral se dirigiu com o Arquitecto Marques da Silva para encomendar a renovação e a concepção dos espaços de Serralves, após ter visitado a Exposição Internacional de Artes Decorativas de Paris em 1925, na qual Ruhlmann sobressaía com o seu Pavilhão do Coleccionador.

Ruhlmann estará presente nesta exposição através de conjuntos de mobiliário emprestados por Museus e grandes coleccionadores europeus e norte-americanos, mas também através de obras dos seus amigos artistas – pintores, escultores, ceramistas, artistas do cobre e do vidro, que ele associava às suas exposições de prestígio para ilustrar a sua dedicação à “fraternidade das artes”, expressão adoptada na época pelo Salão de Outono em Paris para reunir a pintura e a escultura às artes decorativas e à arquitectura. Importantes obras de pintores e escultores como Joseph Bernard, Max Blondat, Jean Dunant, Jean Dupas, Émile Gaudissart, Alfred Janniot, Paul Jouve, Claudius Linossier, François Pompon, entre outros, juntam-se aos tapetes de Ivan da Silva Bruhns ou às peças de Edgard Brandt ou Alfred Porteneuve. Ruhlmann estará representado através de peças de mobiliário, desenhos, projectos para tecidos e papeis de parede. Uma importante secção documental sobre a relação estabelecida entre o Conde de Vizela e os Estúdios Ruhlmann será apresentada pela primeira vez.

Jacques-Émile Ruhlmann e a Fraternidade das Artes, uma exposição inédita no seu conceito e amplitude, constituirá também uma ocasião para homenagear o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, o qual sonhou promover a modernidade com a utopia pessoal representada pela Casa de Serralves.

A exposição é acompanhada de um catálogo profusamente ilustrado, com textos de Florence Camard, Noel Coret, Vítor Beira Mar Diniz, João Fernandes, Michèle Lefrançois e André Tavares.

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