Saleiros

Nas novas galerias de arte Medieval e do Renascimento do Victoria & Albert Museum, além de esculturas de Miguel Angelo, Donatello e afins, pode-se ver um biombo Nambam com uma nau portuguesa, um tankard nambam, bronzes do Benim, e claro, o Robinson casket, o famoso cofre em marfim oferecido pelo rei de Kotte a Dom João III. Num pequeno núcleo dedicado a Rudolfo II e ao fascínio renascentista pelas wunderkammern surge um saleiro em marfim da Serra Leoa.

Saleiro, Edo, Nigeria © musée du quai Branly,

Entretanto, na Apollo deste mes, como é costume, fazem as seleccões das aquisicões do ano a nível mundial e aparece lá então um saleiro de marfim do Benim com figuras de navegadores portugueses recentemente adquirido pelo Quai Branly em Paris, comparavel ao existente no Metropolitan Museum (mas em melhor estado) e ao fragmento do Museu de Arte Antiga.
Bem sei que é cansativo continuar a bater na mesma tecla, mas porque razão o Ministério da Cultura não tentou sequer comprar o saleiro da Serra Leoa que deixou sair de Portugal para ser vendido em Paris por um preco recorde?? E foi gastar dinheiro num Tiepolo de segunda categoria cedendo às pressões de um jornal?? Espera-se que esta ministra e o seu novo director do Instituto Portugues de Museus e Conservacao pensem e finalmente passe a existir uma política de aquisicões do Estado, já agora a par de uma nova lei de exportacao de bens culturais móveis justa.

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