A Neue Galerie foi uma enorme surpresa. Sabia o que iria ver, só não sabia era que iria ficar tão bem impressionado. Este museu dedica-se à arte austríaca e alemã do início do século XX, pintura e artes decorativas. O edifício é bonito, a arquitectura foi respeitada, os espaços de exposição irrepreensíveis. Pequeno e seleccionado, é de certa forma a antítese do Met, ao virar da esquina.

A parte mais interessante é sem dúvida a austríaca, com a pintura de Klimt, Schiele e Kokoschka a par da produção da Wiener Werkstatte, da autoria de Josef Hoffmann, Koloman Moser e Dagobert Peche.
Confesso que fiquei estupefacto com a qualidade das obras de Peche. Se Hoffman é a personagem mais conhecida do movimento – pela sua teorizacão e desenvolvimento – Peche aplica os princípios do movimento de forma genial, perdendo a rigidez do funcionalismo para produzir uma forma de neo-barroco – os espelhos, jóias, os fascinantes papeis de parede. A ele, foi dedicada uma das primeiras exposições realizadas neste museu, um ano depois de ter aberto em 2001. (ver excelente review na New Yorker)

O museu é ideia e de dois amigos – Serge Sabarsky e Ronald Lauder. Foi este ultimo quem comprou o famoso retrato de Adele Bloch-Bauer por 135 milhoes de dolares aos descendentes da retratada depois do Estado austriaco o ter restituido à família. E ali está em exposição, sem milhares de outros quadros a fazer barulho, qual real ícone dourado.

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