Street Art

Numa das minhas muitas visitas a casas de clientes no Upper East Side, recentemente fui a uma townhouse extraordinaria, entre a 5th Avenue e a Madison,  de uma familia rica (nova) o suficiente para ajudar Portugal a resolver os problemas que Socrates criou. No meio do choque do mau gosto – um mau Renoir, moveis Napoleao III, … – estava um triste retrato de Michael Jackson feito com vinis partidos do Mr Brainwash, que se tornou ainda mais famoso depois do filme do Banksy Exit Through the Gift Shop.

A presenca deste quadro naquela casa revela realmente quem anda a levar este tipo de arte urbana para precos estratosfericos. Ninguem nega a importancia da street art e a exposicao controversa no MOCA de Los Angeles vem reforcar a sua relevancia para a cultura urbana dos ultimos 30 anos. No entanto, importa questionar a sua presenca no mercado. Nao ha razao para que o mercado nao reflicta qualquer expressao artistica contemporanea. No entanto, em relacao ‘a street art vivemos claramente um hype comercial do qual Banksy e Shepard Fairey sao os melhores exemplos. Apesar de radical, o artigo de Mat Gleason no Huffington Post sobre esta questao, pondo-o em paralelo com o Neo-Expressionismo, e’ revelador. Muita gente, como o dono do retrato do Michael Jackson, vai perder dinheiro. Nao que isso seja um problema para ele.

Advertisements

One thought on “Street Art

  1. Viva!
    Ainda sem ler os artigos… Vejo muito a arte que não de street a descer à rua. Quero dizer, muita coisa de rápida assimilação onde apenas um pequeno trocadilho é a peça.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s